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Nunca mais perder uma chamada

A chamada perdida é a única perda de negócio que não aparece em lado nenhum: não há fatura por emitir, não há lead no CRM, não há registo. Desaparece sem deixar rasto - e por isso ninguém a corrige.

Chamadas perdidas: o prejuízo que não aparece na contabilidade

O prejuízo que não aparece na contabilidade

Quando uma encomenda corre mal, sabe-se. Quando um cliente reclama, sabe-se. Quando o telefone toca sete vezes e desliga, não acontece nada - e é precisamente por isso que este é o problema que mais tempo fica por resolver nas PMEs.

A perda tem três parcelas que quase nunca se somam. A primeira é o negócio dessa chamada. A segunda é o valor de tudo o que esse cliente teria comprado depois, que costuma ser muito maior. A terceira, nos negócios que compram publicidade, é o dinheiro já gasto para gerar a chamada que ninguém atendeu.

Essa terceira parcela é a mais dolorosa: pagou o anúncio, o clique e a atenção do cliente, e entregou tudo ao concorrente no último metro.

Porque é que as chamadas se perdem

Raramente é falta de vontade. É estrutura, e repete-se em quase todos os negócios que vemos:

  • As chamadas chegam todas ao mesmo tempo - início da manhã, hora de almoço, fim do dia. Uma linha ocupada é uma chamada perdida;
  • Quem atende está a fazer outra coisa - a atender ao balcão, numa consulta, com as mãos dentro de um cano, a servir mesas;
  • O pico de chamadas coincide com o pico de trabalho na maioria dos setores, o que não é coincidência: os clientes ligam quando precisam, e precisam quando toda a gente precisa;
  • Fora de horas não há ninguém, e fora de horas são mais de dois terços da semana.

Nenhuma destas se resolve pedindo à equipa que atenda melhor. Resolvem-se garantindo que existe sempre alguém a atender, mesmo quando toda a gente está ocupada.

Faça a conta antes de decidir seja o que for

Antes de investir, meça. São três números e a maioria das empresas nunca os pôs lado a lado:

1. Quantas chamadas perde por mês. A operadora dá o número de não atendidas. É quase sempre maior do que a estimativa de quem gere o negócio.

2. Que percentagem se converteria. Use a sua taxa real de fecho ao telefone, não uma otimista.

3. Quanto vale um cliente ao longo da relação, não na primeira compra. É aqui que quase toda a gente subestima, e por um fator grande.

Multiplique os três. O resultado costuma ser desconfortável, e é o único argumento que interessa - o resto é conversa. O método detalhado, com exemplos, está em quanto custam as chamadas perdidas ao seu negócio, e a comparação de custos em quanto custa uma rececionista virtual com IA.

O que muda quando atende sempre alguém

A Clara atende todas as chamadas ao mesmo tempo. Não há linha ocupada, não há sétimo toque, não há caixa de voz. Vinte pessoas podem ligar no mesmo minuto e as vinte são atendidas.

  • A chamada é atendida ao primeiro toque, a qualquer hora e em simultâneo com todas as outras;
  • É resolvida, não adiada - marcação feita na agenda real, pergunta respondida, pedido registado com tudo o que a equipa precisa;
  • Fica escrita, o que significa que passa a haver dados sobre o que os clientes perguntam e quando ligam;
  • Chega a um humano quando deve, com o contexto já recolhido em vez de começar do zero.

O efeito secundário mais subestimado é o último ponto do meio: pela primeira vez passa a saber o que se perdia. A chamada deixa de desaparecer sem rasto e passa a ser um número que se pode olhar ao fim do mês.

Não é substituir a equipa, é deixar de perder

Isto não existe para reduzir pessoal. Existe para que a rececionista deixe de escolher entre o cliente que está à frente dela e o telefone que toca, e para que o técnico não tenha de decidir entre acabar o trabalho e atender.

Na prática, a equipa fica com as conversas que exigem uma pessoa - as difíceis, as caras, as que fidelizam - e deixa de fazer a triagem repetitiva que consome o dia e não distingue ninguém.

Se está a comparar com contratar mais alguém, temos a comparação com números em alternativa a contratar uma rececionista.

Perguntas frequentes

Como sei quantas chamadas estou mesmo a perder?

A sua operadora consegue dar o número de chamadas não atendidas por mês. Peça o histórico antes de decidir o que quer que seja: é quase sempre bastante maior do que a estimativa de quem gere o negócio, e é o único ponto de partida honesto.

E se várias pessoas ligarem ao mesmo tempo?

São todas atendidas em simultâneo. Não existe linha ocupada nem fila de espera, o que resolve precisamente o pior momento: as horas de ponta, em que a linha única transforma procura em perda.

A Clara consegue mesmo resolver ou só encaminha?

Resolve o que estiver definido: marca na agenda real, responde às perguntas frequentes com informação da sua empresa e regista o pedido. Encaminha para uma pessoa quando o assunto o exige, já com o contexto recolhido.

Quanto tempo até ver diferença?

As chamadas passam a ser atendidas no dia em que o sistema entra, portanto o efeito no volume é imediato. O efeito na receita segue o seu ciclo de venda: semanas numa clínica ou num restaurante, o tempo natural do negócio no imobiliário.

Isto substitui a minha rececionista?

Não é para isso que serve. Serve para ela deixar de escolher entre o cliente que tem à frente e o telefone que toca. A equipa fica com as conversas que exigem uma pessoa e perde a triagem repetitiva.

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