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5 setores em Portugal que mais dinheiro perdem ao telefone

Nem todas as chamadas perdidas custam o mesmo. Há setores em que uma chamada não atendida vale dezenas de euros e outros em que vale milhares. Este artigo identifica os cinco onde o telefone pesa mais em Portugal, com a conta feita para cada um.

Por Publicado em 4 min de leitura
5 setores em Portugal que mais dinheiro perdem ao telefone

Principais conclusões

  1. 01O custo de uma chamada perdida depende de três números: chamadas perdidas por mês, taxa de conversão e valor do cliente ao longo da relação.
  2. 02Clínicas lideram porque um paciente novo vale anos de tratamentos, e a receção é das mais ocupadas que existem.
  3. 03Em serviços domésticos a perda é imediata: quem tem uma fuga liga ao primeiro que atender e não volta a tentar.
  4. 04No imobiliário a lead já foi paga em publicidade, por isso a chamada perdida custa duas vezes.
  5. 05O padrão comum aos cinco setores: as horas de maior procura telefónica são exatamente as de menor disponibilidade da equipa.

Uma chamada perdida não custa sempre o mesmo

Toda a gente concorda que perder chamadas é mau. O que quase ninguém faz é a conta. E a conta muda tudo, porque o valor de uma chamada não atendida depende de três coisas: quanto vale o cliente que estava do outro lado, a probabilidade de ele voltar a ligar, e quanto tempo dura a relação se ele ficar.

Num negócio onde o cliente compra uma vez e gasta 20 euros, perder uma chamada é uma chatice. Num negócio onde o cliente fica cinco anos e gasta mil euros por ano, perder uma chamada é perder cinco mil euros. É a mesma chamada, e não é o mesmo problema.

Estes são os cinco setores onde, pela nossa experiência com empresas portuguesas, o telefone pesa mais. A fórmula é sempre a mesma: chamadas perdidas por mês × taxa de conversão × valor do cliente ao longo da relação.

1. Clínicas e consultórios

É o caso mais claro, e por larga margem. Um paciente novo numa clínica dentária não vale a primeira consulta, vale os anos de tratamentos, higienizações e, muitas vezes, a família toda que vem atrás.

Ao mesmo tempo, a receção de uma clínica é das mais ocupadas que existem: atende quem está ao balcão, gere a sala de espera, trata de seguros e ainda tem o telefone a tocar. As chamadas concentram-se ao início da manhã e ao fim do dia, e o almoço é um buraco em que quase ninguém atende.

Junte-se a isto que quem procura dentista raramente insiste: liga ao seguinte da lista. Detalhámos o setor em rececionista com IA para clínicas dentárias e em atendimento telefónico para clínicas médicas.

2. Serviços domésticos: canalizadores, eletricistas, AVAC

Aqui a perda é imediata e total. Quem tem uma fuga de água não deixa mensagem nem espera meia hora: liga ao primeiro que atender. A chamada perdida não é adiada, é entregue ao concorrente.

E o problema é estrutural: o técnico passa o dia em casa de clientes, com as mãos ocupadas, precisamente durante as horas em que as chamadas entram. Não é falta de vontade, é impossibilidade física.

Acresce que estas chamadas costumam ter urgência, e urgência paga melhor. Falámos deste setor em canalizadores, eletricistas e serviços domésticos.

3. Imobiliário

No imobiliário, cada lead foi comprada. Pagaste o portal, pagaste a campanha, pagaste a fotografia do imóvel. Quando essa lead liga e ninguém atende, perdeste duas vezes: o dinheiro do anúncio e a comissão.

O comprador que vê um anúncio contacta três ou quatro agências e fica com quem responder primeiro. Não é fidelidade, é disponibilidade. E o consultor está em visitas, escrituras ou a fotografar imóveis, ou seja, fora do escritório e sem poder atender.

Com comissões que se contam em milhares de euros, basta perder uma venda por mês para o custo ser incomportável. Aprofundámos em imobiliárias: qualificação de leads por telefone com IA.

4. Restauração

O caso mais visível e o menos medido. O telefone toca às oito da noite, com a sala cheia e toda a gente a servir. Do outro lado está uma reserva para sábado.

A matemática é cruel: as horas de maior procura telefónica são as horas de menor disponibilidade da equipa. E quem quer jantar fora tem uma lista de alternativas à mão.

Uma mesa de quatro com ticket médio de 25 euros são 100 euros que não entram. Duas por semana são mais de oitocentos euros por mês, sem contar com os clientes que voltariam. Detalhámos em restaurantes: reservas por telefone atendidas por IA.

5. Hotelaria e alojamento local

Fecha a lista pela combinação de valor e horário. Uma reserva de três noites vale algumas centenas de euros, e quem liga está a decidir naquele momento entre dois ou três alojamentos.

A receção nunca dá abasto nos picos de check-in, e muitos alojamentos locais simplesmente não têm ninguém à noite, que é quando um turista aterra e precisa de instruções. Há ainda a barreira do idioma: um hóspede estrangeiro que não é atendido na sua língua desiste mais depressa.

Vimos o setor em detalhe em hotéis e alojamento local.

O padrão comum aos cinco

Se olhares para os cinco, o denominador é sempre o mesmo: as horas em que as chamadas entram são as horas em que a equipa não pode atender. Não é desleixo nem falta de pessoal. É a natureza do trabalho.

O segundo padrão é que em todos eles o cliente tem alternativa imediata e usa-a. Ninguém insiste. E o terceiro é que, em todos, o valor do cliente ao longo da relação é muito superior ao valor da primeira transação, o que faz com que a perda real seja sempre maior do que parece.

Faz a tua conta antes de decidir

Antes de investir seja no que for, mede. Quantas chamadas perdes por mês, quantas dessas se converteriam, e quanto vale um cliente teu ao longo da relação. É uma conta de três números que a maioria das empresas nunca fez e que muda a conversa toda.

Deixámos a metodologia em quanto custam as chamadas perdidas ao seu negócio, e a comparação de custos em quanto custa um serviço de atendimento telefónico em Portugal. Se o número te assustar, vê o que é um atendimento telefónico com IA na prática.

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Perguntas frequentes

Como calculo quanto perco em chamadas não atendidas?
Multiplica três números: chamadas perdidas por mês, a percentagem que se converteria em cliente e o valor médio de um cliente ao longo da relação, não apenas da primeira compra. A maioria das empresas nunca fez esta conta e subestima o resultado por olhar só para a primeira transação.
O meu setor não está na lista. Não tenho problema?
A lista é dos cinco onde o impacto é maior, não dos únicos. O teste é simples: se as chamadas entram nas horas em que a tua equipa está ocupada, e se quem liga tem alternativa a um clique, tens o mesmo problema em escala diferente.
Porque é que as clínicas aparecem em primeiro?
Pela combinação de valor e volume. Um paciente novo vale anos de tratamentos e muitas vezes traz a família, enquanto a receção acumula balcão, sala de espera, seguros e telefone. E quem procura consulta raramente insiste com quem não atendeu.
Não basta contratar mais uma pessoa para o telefone?
Pode bastar, e em alguns casos é a resposta certa. A questão é o custo total e a cobertura: uma pessoa não cobre almoços, noites, fins de semana e picos simultâneos. Comparámos os dois cenários com números num artigo dedicado.
Quanto tempo demora a ver diferença?
As chamadas passam a ser atendidas no dia em que o sistema entra ao serviço, por isso o efeito é imediato no volume. O efeito na faturação depende do teu ciclo de venda: numa clínica ou restaurante vê-se em semanas, no imobiliário acompanha o tempo natural de uma transação.

Sobre o autor

Co-fundador e CEO da PulsifyAI

Cria assistentes de voz com IA, como a Clara, que atendem chamadas, qualificam leads e marcam reuniões, 24 horas por dia.

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